Monday, November 26, 2007

Jesus... [Palavras para quê?!]


(imagem de autor desconhecido)

Retracto de Deus. George Buttrick, ex-capelão de Harvard, lembra-se dos alunos que entravam em seu escritório, desabavam sobre uma cadeira e declaravam: “Eu não creio em Deus”. Buttrick costumava dar esta resposta, que os desarmava: “Sente-se e me diga em que tipo de Deus você não crê. Talvez eu também não creia nesse Deus”. E então ele falava acerca de Jesus, a correcção para todas as nossas suposições acerca de Deus.
Livros de teologia tendem a definir Deus pelo que ele não é: Deus é imortal, invisível, infinito. Mas, pelo aspecto positivo, como Deus é? Para o cristão, Jesus responde a essas importantíssimas perguntas. O apóstolo Paulo atreveu-se a chamar Jesus “a imagem do Deus invisível”. Jesus era a réplica exacta de Deus: “Pois foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse”.
Resumindo numa só palavra, Deus é como Cristo. Jesus apresenta Deus com pele, o qual podemos pegar ou largar, amar ou desprezar. Nesse modelo visível, reduzido, podemos discernir as características de Deus com maior clareza.
Deve admitir que Jesus actualizou em carne muitas das minhas noções mais sombrias e desagradáveis acerca de Deus. Por que sou cristão?, às vezes me pergunto, e, para ser de todo sincero, os motivos se reduzem a dois:

  1. a falta de boas alternativas e
  2. Jesus. Brilhante, indomado, meigo, criativo, esquivo, irredutível, paradoxalmente humilde – Jesus apresenta-se para ser minuciosamente examinado. Quero que meu Deus seja como ele.

Martinho Lutero incentivou seus alunos a fugir do Deus oculto e a correr para Cristo, e agora seu por quê. Se eu usar uma lente de aumento para examinar uma pintura preciosa, o objecto no centro da lente permanece vivo e claro, enquanto à volta nas margens a visão se torna cada vez mais distorcida. Para mim, Jesus se tornou o ponto central. Quando especulo acerca de elementos imponderáveis como o problema do sofrimento ou da providência versus o livre arbítrio, tudo se torna impreciso. Mas, quando olho para o próprio Jesus, como ele tratou pessoas reais que sofriam, o seu chamado à acção livre e diligente, a clareza é restaurada. Posso preocupar-me até entrar num estado de aborrecimento acerca de questões como “O que adianta orar se Deus já sabe todas as coisas?”. Jesus silencia tais questões: ele orou, por isso também devo orar.

by Philip Yancey
in O Jesus que Eu Nunca Conheci

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